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Cuidado com o vinho

Muita gente acredita que vinho, principalmente vinho tinto francês amadurecido em barril, quando tomado em grandes quantidades, protege de doenças coronarianas. No entanto, até agora nenhum médico se atreveu a recomendar diretamente aos seus pacientes doentes do coração o uso de bebida alcoólica. Melhor assim, opina o Dr. Michel de Lorgeril, da faculade de Saint-Etienne, na França. Ao menos os pacientes que já tiveram enfarte deveriam renunciar a qualquer bebida alcoólica.

A pesquisa de Michel de Lorgeril examinou, em aproximadamente 430 pacientes pós-enfartados, como os hábitos de alimentação e bebida agem sobre o risco cardiovascular. Ficou demonstrado que o álcool fez subir os fatores de risco dependendo da dose ingerida. Ao mesmo tempo, a alimentação também foi de importância: Pacientes que comiam uma comida tipicamente mediterrânea, tiveram menos problemas com o colesterol total, com o LDL e os triglicerídeos, os quais, com dieta "ocidental" - muitos ácidos gordurosos saturados, poucas fibras e antioxidantes - subiam nitidamente.

Em compensação, os "mediterrâneos" estavam mais inclinados à elevação da pressão arterial e do açúcar no sangue. Mesmo o consumo moderado de álcool por parte de doentes das coronárias deveria por isso ser olhado com desconfiança, diz Dr. de Lorgeril. De maneira nenhuma o médico deve aconselhar a doentes do coração de beber de vez em quando um calicezinho, para baixar o risco de enfarte no coração.