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Diminuir riscos cardiovasculares

Pesquisas realizadas na Universidade de Osaka, Japão, demonstraram que a caminhada até o trabalho, feita de forma regular, pode reduzir o risco de doença coronariana e hipertensão em homens. O estudo foi realizado com os dados de cerca de 6000 trabalhadores do sexo masculino, com idade entre 35 e 60 anos.

O estudo calcula que para cada 26.3 homens que caminham pelo menos 20 minutos, seja prevenido um caso de hipertensão arterial, e recomendam de caminhar até o trabalho deve ser feita juntamente com as recomendações de perda de peso, redução da ingesta de álcool e de exercícios físicos para os homens. Os pesquisadores observaram que a caminhada até o trabalho feita de forma regular e com duração entre 11 e 21 minutos pode reduzir em 12% o risco de hipertensão (risco relativo de 0,88), sendo que a caminhada maior do que 21 minutos pode reduzir ainda mais este risco (risco relativo de 0,71) quando comparadas a caminhada com duração inferior a 10 minutos. No Brasil, além dos riscos elevados causados pela tendênica a obesidade na população, há 3% mais mortes por ataque cardíaco nas segundas-feiras, devido as bebedeiras do final de semana e o stress do trabalho. Stress e álcool estimulam a liberação de catecolaminas, que elevam a pressão arterial e a freqüência cardíaca. Isso provoca arritmia e pode fazer o coração parar.

Quanto as mulheres, pesquisadores do Karolinska Institutet (Suécia) e da Harvard Medical School (EUA) demonstraram que mulheres que ingerem grande quantidade de fibras, principalmente as provenientes de cereais, apresentam menor risco de doença coronariana. Os dados foram extraídos de um estudo com cerca de 69.000 mulheres entre 37 e 64 anos de idade e que foram acompanhadas em média por 10 anos. Foram excluídas as mulheres com história de câncer, AVC, infarto do miocárdio, angina, hipercolesterolemia e diabetes ao início do estudo. Os pesquisadores avaliaram a dieta das participantes em três períodos para obter uma estimativa acerca da quantidade de fibras ingeridas. Foram identificados no período 591 episódios cardiovasculares importantes e 162 mortes relacionadas a esses eventos.

Com isso, foi possível observar que o risco relativo de doença cardiovascular foi 0.53 para os pacientes que ingeriram maiores quantidades de fibras (média de 22.9 gramas) quando comparados com os pacientes com menor ingesta (média de 11.5 gramas). Os autores observaram ainda que apenas as fibras provenientes de cereais estiveram significativamente associadas a diminuição do risco de doença cardiovascular. Sendo que para cada acréscimo de 5 gramas por dia de fibras ocorreu uma diminuição de 37% nesse risco. Os autores concluem afirmando que estes achados reforçam a necessidade de troca dos cereais refinados pelos produtos em grãos.